As estratégias e recursos de baixa
tecnologia têm o intuito de apoiar os alunos com TGD em seu desenvolvimento de
habilidades comunicacionais e na sua interação social.
Os recursos aqui apresentados são
utilizados com pessoas com transtorno Global do Desenvolvimento-TGD, podem ser
aplicados com pessoas de 03 a 15 anos de idade, em sala de aula, AEE,
Biblioteca ou ainda sala de informática. Citaremos alguns tipos de recursos
de baixa e alta tecnologias.
A CA área da tecnologia Assistiva, que
destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre
sua necessidade comunicativa e sua habilidade de falar e/ou escrever, pode
acontecer sem auxílios externos e, neste caso, ela valoriza a expressão do
sujeito, a partir de outros canais de comunicação diferentes da fala: gestos,
sons, expressões faciais e corporais podem ser utilizados e identificados
socialmente para manifestar desejos, necessidades, opiniões, posicionamentos,
tais como: sim, não, olá, tchau, banheiro, estou bem, sinto dor, quero
(determinada coisa para a qual estou apontando), estou com fome e outros
conteúdos de comunicação necessários no cotidiano.
Tem o objetivo de ampliar ainda mais o
repertório comunicativo que envolve habilidades de expressão e compreensão, são
organizados e construídos auxílios externos como cartões de comunicação,
pranchas de comunicação que devem ser construídas juntos com o aluno. pranchas
de palavras, vocalizadores ou o próprio computador que, por meio de software
específico, pode tornar-se uma ferramenta poderosa de voz e comunicação. Os
recursos de comunicação de cada pessoa são construídos de forma totalmente
personalizada e levam em consideração várias características que atendem às
necessidades deste usuário, principalmente pessoas com TGDs.
Prancha de comunicação
Descrição: Visualiza-se uma prancha de comunicação com dezoito símbolos gráficos PCS cujas mensagens servirão para escolher alimentos e bebidas. Os símbolos PCS estão organizados por cores nas categorias social (oi, podes ajudar?, obrigada); pessoas (eu, você, nós); verbos (quero, comer, beber); substantivos (bolo, sorvete, fruta, leite, suco de maçã e suco de laranja) e adjetivos (quente, frio e gostoso).
As
pranchas de comunicação podem ser construídas utilizando-se objetos ou
símbolos, letras, sílabas, palavras, frases ou números. As pranchas são
personalizadas e devem considerar as possibilidades cognitivas, visuais e
motoras de seu usuário.
Comunicador em forma de
relógio
O
comunicador é um recurso que possibilita o indivíduo dar sua resposta com
autonomia, mesmo quando ele apresenta uma dificuldade motora severa. Seu
princípio é semelhante ao do relógio, só que é a pessoa que comanda o movimento
do ponteiro apertando um acionador.
As intervenções que o professor de AEE pode
realizar dentre as atividades selecionadas será de acordo com a necessidade do
aluno, a comunicação é um dos problemas ao avaliar o desempenho de crianças com
TGD.
É importante lembrar a importância da
interlocução entre o professor do Atendimento Educacional Especializado, que
construirá os recursos de acessibilidade, e o professor da sala de aula comum.
Sem conhecer o plano de ensino do professor da sala comum, com seus objetivos e
atividades previstas, será impossível propor, construir e disponibilizar os
recursos de acessibilidade para o aluno.
O professor especializado deverá também
ensinar as estratégias de utilização destes recursos para o aluno, seu
professor, para os colegas, comunidade escolar e família. Desta forma ajudará a
todos a entender e a utilizar estas ferramentas de acessibilidade que
proporcionarão avanços no processo de formação do aluno.
Referências:
http://www.assistiva.com.br/. Acesso
em: 01/06/2014
http://miryampelosi.blogspot.com/ Acesso
em: 01/06/2014


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