quinta-feira, 26 de junho de 2014

Baseado na leitura do texto “O modelo dos modelos” de Italo Calvino, fazer uma relação com o AEE.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ 
Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação 
Faculdade de Educação/Departamento de Estudos Especializados 
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO ESPECIAL: Formação Continuada para Professores para o Atendimento Educacional Especializado / AEE 2013 


Polo: Boa Vista 
Cursista: Raimunda Oliveira Rodrigues 
Data: 26/06/2014 
                                      Baseado na leitura do texto  “O modelo dos modelos” de   Italo Calvino, fazer uma relação com o AEE.


O texto relata uma experiência de um atendimento que passou por diversas transformações, no início pode-se perceber que o autor relata que seu modelo é único e precisa ser obedecido, na educação especial antes da Política Nacional de Educação especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, o estudante era obrigado a ficar num grupo com outras crianças com diversas limitações e submetidos a realizar atividades que não visavam  potencializar as habilidades que o mesmo possuía, era apenas mais um na história, no segundo modelo relatado pelo autor, já é possível perceber que  o trabalho planejado para o estudante realizar já era repensado e analisado para verificação de que poderia dar certo, já no terceiro e último modelo o autor revela que o plano está sujeito a correções para que venha se adequar a realidade vivida pelo estudante com deficiência. O trabalho desenvolvido atualmente através das salas de recursos multifuncionais deve ser  de acordo com as necessidades do estudante. O professor  do AEE deve elaborar um plano de atendimento individualizado para cada tipo de deficiência com o objetivo de atender o estudante visando sua entrada e permanência na escola e levando o mesmo a se tornar autônomo nas atividades de vida diária. Este plano precisa ser elaborado baseado nas informações colhidas na família, relatórios anteriores, observação na sala de aula regular e sua interação em toda a escola, baseado nestas informações é possível traçar metas possíveis de serem alcançadas pelo estudante com deficiência, respeitando sua limitação e potencialidades, pois todo ser humano é capaz de aprender alguma coisa, e com as crianças deficientes não é diferente, elas só precisam de oportunidades para desenvolver sua autonomia dentro e fora do ambiente escolar. Em  alguns casos como de crianças com TEA e surdez o plano deve ser elaborado juntamente com o professor da sala regular, para que o aluno possa desenvolver suas atividades junto sua turma, interagindo e participando de forma que o mesmo se sinta incluído entre seus pares. O professor do AEE precisa fazer um acompanhamento junto a sala de aula regular, dando suporte a esse professor com recursos adaptados, buscando sempre o resultado esperado.     

quarta-feira, 4 de junho de 2014

RECURSOS E ESTRATÉGIAS DE BAIXA TECNOLOGIA

As estratégias e recursos de baixa tecnologia têm o intuito de apoiar os alunos com TGD em seu desenvolvimento de habilidades comunicacionais e na sua interação social.
Os recursos aqui apresentados são utilizados com pessoas com transtorno Global do Desenvolvimento-TGD, podem ser aplicados com pessoas de 03 a 15 anos de idade, em sala de aula, AEE, Biblioteca ou ainda sala de informática. Citaremos  alguns tipos de recursos de baixa e alta tecnologias.
A CA área da tecnologia Assistiva, que destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade de falar e/ou escrever, pode acontecer sem auxílios externos e, neste caso, ela valoriza a expressão do sujeito, a partir de outros canais de comunicação diferentes da fala: gestos, sons, expressões faciais e corporais podem ser utilizados e identificados socialmente para manifestar desejos, necessidades, opiniões, posicionamentos, tais como: sim, não, olá, tchau, banheiro, estou bem, sinto dor, quero (determinada coisa para a qual estou apontando), estou com fome e outros conteúdos de comunicação necessários no cotidiano.
Tem o objetivo de ampliar ainda mais o repertório comunicativo que envolve habilidades de expressão e compreensão, são organizados e construídos auxílios externos como cartões de comunicação, pranchas de comunicação que devem ser construídas juntos com o aluno. pranchas de palavras, vocalizadores ou o próprio computador que, por meio de software específico, pode tornar-se uma ferramenta poderosa de voz e comunicação. Os recursos de comunicação de cada pessoa são construídos de forma totalmente personalizada e levam em consideração várias características que atendem às necessidades deste usuário, principalmente pessoas com TGDs.

Prancha de comunicação

Descrição: Visualiza-se uma prancha de comunicação com dezoito símbolos gráficos PCS cujas mensagens servirão para escolher alimentos e bebidas. Os símbolos PCS estão organizados por cores nas categorias social (oi, podes ajudar?, obrigada); pessoas (eu, você, nós); verbos (quero, comer, beber); substantivos (bolo, sorvete, fruta, leite, suco de maçã e suco de laranja) e adjetivos (quente, frio e gostoso).

 As pranchas de comunicação podem ser construídas utilizando-se objetos ou símbolos, letras, sílabas, palavras, frases ou números. As pranchas são personalizadas e devem considerar as possibilidades cognitivas, visuais e motoras de seu usuário.

Comunicador em forma de relógio
 O comunicador é um recurso que possibilita o indivíduo dar sua resposta com autonomia, mesmo quando ele apresenta uma dificuldade motora severa. Seu princípio é semelhante ao do relógio, só que é a pessoa que comanda o movimento do ponteiro apertando um acionador.


As intervenções que o professor de AEE pode realizar dentre as atividades selecionadas será de acordo com a necessidade do aluno, a comunicação é um dos problemas ao avaliar o desempenho de crianças com TGD.
É importante lembrar a importância da interlocução entre o professor do Atendimento Educacional Especializado, que construirá os recursos de acessibilidade, e o professor da sala de aula comum. Sem conhecer o plano de ensino do professor da sala comum, com seus objetivos e atividades previstas, será impossível propor, construir e disponibilizar os recursos de acessibilidade para o aluno.
O professor especializado deverá também ensinar as estratégias de utilização destes recursos para o aluno, seu professor, para os colegas, comunidade escolar e família. Desta forma ajudará a todos a entender e a utilizar estas ferramentas de acessibilidade que proporcionarão avanços no processo de formação do aluno.

Referências:
http://www.assistiva.com.br/. Acesso em: 01/06/2014
http://miryampelosi.blogspot.com/ Acesso em: 01/06/2014